02 de Novembro de 2009

Os Muse são esperados para um concerto em Liverpool no dia 5 de Novembro. O Liverpool Echo conseguiu apanha-los e teve uma conversa sobre o novo álbum e os próximos concertos ao vivo.

 


Liverpool Echo

________________________________

 

Já passou uma década desde que os Muse apareceram no mundo da música, dando orgulhosamente continuidade ao prog rock deixado pelos ELO. Com sons brilhantes da era especial e configurações de rock orquestral, eles arrecadaram um monte de bibelôs - cinco MTV Europe Music Awards, cinco Q Awards, seis NME Awards, dois BRIT awards e quantro Kerrang! Awards.

 

Tocaram em todo o mundo, encabeçando mais festivais do que os que eles se conseguem lembrar e até foram nomeados doutores honorários pela sua contribuição para a música. Mas uma coisa tem vindo a faltar…

 

 “Eu acho que já não damos um grande espectáculo em Liverpool desde 1999,” admite Chris Wolstenholme, o baixista e “backing vocalist”

 

 “Nós tocamos no Royal Court com os Skunk Anansie e foi espetacular. Por isso não percebo bem porque não voltámos mais cedo.

 

 “Eu gosto de Liverpool. Há a sensação que pode ser um bocadinho assustador, uma cidade dura. Mas são tudo disparates. Toda a gente que conheço tem sido mesmo amigável.

 

 “Eu acho que talvez uma parte do problema era vocês não terem um recinto. Nos tínhamos tendência a tocar em Manchester porque lá havia um espaço que podia resultar para os nossos espectáculos. Agora que já têm isso em Liverpool, mal podemos esperar por regressar.”

 

São esperados foguetes quando a banda tocar dia 5 de Novembro. E não só por ser dia de fogueira ao ar livre.

 

O espectáculo de palco dos Muse passou a lenda da música. Com impressionantes espectáculos de luz, chamas, foguetes, brilhantes e dançarinas acrobáticas, é um festim tanto para os olhos como para os ouvidos.

 

 “Se tu vais tocar para mais de 5.000 pessoas precisas de apresentar um espectáculo massivo,” esclarece Chris.

 

 “Depois de passares o ponto em que nem toda a gente consegue ver o que estás a fazer no palco, tens que fazer algo extra especial.

 

 “Todos nós já fomos àqueles concertos onde não há ecrãs, espectáculo de luz e de trás não se consegue ver nada. Eu prefiro ficar sentado em casa com o meu iPod do que ir a um concerto desses.” A banda está em tour para promover o seu novo álbum, The Resistance, que os vê a levar o seu som mais alto.

 

“Este é o primeiro que produzimos sozinhos, por isso estamos extra orgulhosos dele,” ri-se Chris

 

O título mostra a banda a desafiar a cobertura mediática dos eventos globais. Os conteúdos são ainda menos subtis, como vocalista Matt a gritar “I want the truth,” (eu quero a verdade) na Unnatural Selection, enquanto, na MK Ultra, ele pergunta “How much deception can you take, how many lies can you make?” (quanta decepção consegues aguentar, quantas mentiras consegues criar?)

 

 “Eu suponho que é sobre querer que as pessoas acordem,” diz Matt. “Mas acho que isso está a acontecer de qualquer maneira. Com o efeito globalizador da internet, as pessoas estão mais conscientes acerca do que está a acontecer no mundo, e do que está a ser feito em seu nome.

 

 “Foi definitivamente o álbum mais divertido de gravar,” diz Matt. “A música pode ser pesada, mas a experiencia de a fazer foi muito leve.

 

 “Nós estávamos a fazer a Undiscloses Desires e o Chris começa a tocar slap bass, como um baixista horrível de funk dos anos 80. Foi um daqueles momentos em que olhámos uns para os outros e desatámos a rir,” diz ele.

 

 “Mas foi aí que pensámos que se nos estamos a rir isto deve ser bom, ou pelo menos divertido, por isso continuámos. Mas acabou por ficar pior no mix final. Nos não queremos soar como os Level 42.”

Mas assim como as exigências técnicas, serem os seus próprios produtores significa que têm que ser críticos entre si.

 

 “É um bocado como ensinar a tua namorada a guiar,” ri-se Chris

 

 “Temos que nos conseguir criticar uns aos outros e levar as críticas a sério. Eu tive que aceitar que se fizesse um take que fosse uma porcaria os outros tinham que me dizer.

 

 “Felizmente somos suficientemente bons amigos para aguentar isso.”

_____________________________________

 


Fonte: http://www.muselive.com/index.php?m=single&id=5558

Maria João Sousa (Tradução)

publicado por muse.PT às 22:40
Copyright © 2008-2010 Inês Leal & Maria João Sousa

Twitter - @MusePortugal LastFM - Grupo MusePortugal Facebook - Grupo MusePortugal

Forum MusePortugal
COMENTÁRIOS
Com sorte talvez lá para os festivais de verão. Co...
Olá Bruna, Para já não há informações sobre nada r...
Gostava de saber se já há informações do proximo c...
ARQUIVOS
2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

MusePortugal

Equipa MusePT:
- Inês Leal
- Maria João Sousa
- Rafaela Guerreiro

Fórum MusePT:
- Tiago Santos

Visitas:contador de visitas
Online: musers online
Contacto: museportugal.pt@gmail.com

Muse - Exogenesis Part I: Overture
POLL
TWITTER