19 de Setembro de 2009

A cantora Lilly allen publicou na semana passada no seu myspace, um texto sobre a sua opinião negativa em relação ao download ilegal de musica:

 


" Provavelmente está tudo bem para eles, que esgotam digressões em grandes salas e têm as maiores colecções de Ferraris do mundo. Para os novos talentos, no entanto, a partilha de ficheiros é um desastre e está a fazer com que seja cada vez mais difícil as novas bandas afirmarem-se.Quando consegues um contrato, todos os bonitos vídeos e posters que publicitam o teu álbum têm de ser pagos e, enquanto artista, tens de pagar por eles." Acabei de pagar todo o dinheiro que devia à minha editora. Tenho a sorte de ter tido sucesso e conseguido pagar tudo, mas nem toda a gente é tão afortunada." - Dizia Lilly em parte do texto que publicou.

 

Matt Bellamy leu o texto da artista e decidiu responder, dando também a sua opinião em relação à partilha de música online:

 

 

"Lily. A minha opinião actual é que a partilha de ficheiros se tornou norma . Isto não pode ser modificado sem um ataque às liberdades civis instituidas, o que nunca vai correr bem . O problema é que os ISPs [Internet Service Providers] têm imenso lucro (que provém de milhões de subscrições de banda larga) e não estão a ser taxados correctamente os direitos de autor e isso é uma questão de legislação. As estações de rádio e TV, etc, têm de pagar aos donos dos direitos de autor uma taxa por usar material que não lhes pertence. Os ISPs deveriam pagar da mesma forma, com uma entidade como a PRS a monitorizar e calcular com base em dados codificados (cujos downloads são feitos gratuitamente).


A utilização também deveria ter um valor. Alguém que só vê o email usa pouca largura de banda, mas alguém que faz downloads de 1 GB por dia usa muito mais, mas neste momento pagam o mesmo (...) O resultado final deveria ser uma utilização monitorizada e taxada dos ISP, baseada na utilização, o que asseguraria a liberdade do consumidor e os direitos dos artistas - os perdedores seriam os ISP, que provavelmente teriam de aumentar os custos das subscrições para compensar, mas o utilizador teria a liberdade de escolher entre ver alguns emails (que custaria bem menos que as subscrições mensais actuais) e fazer o download de imensa música e filmes (que provavelmente custaria um pouco mais que as subscrições actuais, mas não muito mais)


Devíamos marcar uma reunião com Lord Mandelson [Secretário de Estado dos Negócios britânico], já que ele está a debruçar-se sobre estes assuntos neste momento. Tenho a certeza que ele se juntaria a nós para um pequeno-almoço."

 


Fonte: http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/51483 // http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/51583

Inês Leal

publicado por muse.PT às 18:18
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