07 de Setembro de 2009

Lembram-se do concurso lançado pelos Muse à um tempo atrás para escolher 5 musers para ouvirem o The Resistance antes de toda a gente? Foi publicado hoje no site oficial o primeiro dos reviews de um dos ouvintes presentes nessa listening session do dia 1 de Setembro em Londres.

 


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"Nos dez anos completados agora pela banda, os Muse produziram música que desafia os limites, por vezes passando através deles e quebrando-os a uma velocidade estonteante. A qualidade da música tem sempre vindo a melhorar, crescendo em estatura e ousadia com cada álbum. O ‘The Resistance’ não é excepção à regra.

 

 

É estranha a quatidade de obstáculos que os Muse ultrapassaram (isto é uma especie de elugio depois de uma grande parte da comunicação social  os ter comparado a uma cópia fraca de Radiohead depois do lançamento do "Showbiz"). Na opinião de algumas pessoas, o ‘Black Holes and Revelations’ nunca iria ser superado. Depois vieram os dois grandes concertos em Wembley. Naquele momento eu senti que era o fim de algo. Um fim para quem estava duvidoso talvez. Mas em vez de  ficarem sentados a admirar as suas glórias passadas, Os Muse usaram todos os álbuns e a experiência ao vivo que já possuíam  como uma rampa de lançamento e é por isso que têm conseguido criar algo tão emocionante.

Tudo começou com a "Uprising" que é a escolha perfeita para primeiro single. Uma música em que se notam as influências de diversas bandas como T-Rex, Goldfraff e Blondie. A música ultrapassa todas as críticas e mostra o seu rock glorioso. Antes dos sintetizadores ao estilo do tema da série Dr  Who, dá para notar que este álbum parece ter sido lançado do espaço, enquanto que as letras nos trazem de volta para um planeta Terra rebelde e zangado.

 

 

A seguir vem a "Resistance". Tenho que admitir que o preview de trinta segundos me deixou a desejar em relação a esta música. Contudo, é demasiado severo julgar uma parte tão pequena música, os trinta segundo deiram-me um pouco desiludido. Eu estava prestes a saber que estava completamente enganado.  A música começa com uma atmosfera ireal antes do tilintar do piano do Matt entrar num som algo parecido com a "Starlight".  Seguem-se os trinta segundos do preview  que formam um refrão estonteante em que o Matt canta "This is our Resistance".  Quase que consigo imaginar esta música a ser tocada ao vivo e a ser facilmente uma das favoritas do público durante a tour. A "Resistance" mostrou ser  uma brilhante música de amor.

 

 

 A ‘Undisclosed Desires’ não é um território familiar para os Muse.  A única coisa que nos mostra os seus criadores é a profunda linha de baixo. Tudo o resto é um pouco desconhecido. A batida e o refrão reconfortante sugam-te até te conseguires imaginar-te facilmente numa discoteca nos soburbios da Cydonia. é certo que esta música vai dividir as opiniões dos fãs dos Muse, mas será concerteza acordado por todos que é um grande passo para a banda, em que eles saíram com sucesso.

 

A ‘Undisclosed Desires’ pode vir a ser considerada como um mau passo dado pelos Muse, mas o que se segue é completamente diferente. A música "United States of Eurasia’  provocou uma cça ao tesouro a nível  mundial. Por toda a gente à procura de pen's USB com códigos encriptados à espera de serem decifrados parece-me ser uma coisa completamente normal de se fazer .  A música começa com alguma inocência e com um ritmo que nos leva depois a uma estilo vocal de Queen que nos faz alcançar o universo. Os próprios Muse acham esta música engraçada e qualquer pessoa tem a reacção de sorrir ao ouvir a insaniedade com que eles canta a parte 'Eurasiaaaa!!!  Siaaa!!!  Siaaa!!!  Siaaa!!!'.  a Muse acabam com "Collateral Damage" que consiste no Matt a tocar piano (hum, onde é que eu já ouvi esta peça...) por entre os sons de crianças a rir e outros sons e termina com um jacto a voar por cima das nossas inocentes cabeças. Só coisas boas.

 

O Matt sempre foi conhecido por ter uma voz muito distinta ao cantar, única e desavergonhadamente brilhante. Durante a música 'Guiding Light’, ele mostra-nos uma performance vocal assombrosa que nos deixa sem folgo. A música começa em estilo dramático sem nenhuma pausa entre esta e a música anterior antes de o Matt deitar cá para fora a letra com tal sentimento e emoção que as pessoas ficam a perguntar-se sobre o que ele estaria a pensar quando estreveu esta música. A guitarra lenta mostra-nos a intensidade vocal que encontramos nesta música. A ‘Guiding Light’ pede vivamente para ser tocada ao vivo.

 

A ‘Unnatural Selection’ é a música mais longa do álbum (se não contarmos com as trê partes da exogenesis juntas). Chegando a menos de sete minutos, pode considerar-se no minimo épico. O início é instrumental, como a "New Born".  As comparações com o cléssico Origyn of Symmetry não ficam por aí.  Uma vez que o o Matt nos diz "I want the truth", um riff tão poderoso como o da new born e tão feroz como o da Hysteria começa a tocar. A assinatura do Chris no baixo provoca trovões pelo ar enquanto a bateria do Dom que quando os Muse querem rock não hesitam. Cerca de 4 minutos na música são calmos, e apartir daí a intensidade é  construída gradualmente, mais uma vez antes do Matt gritar "I want the truth!"  abrem-se as portas para o riff mostruoso que nos leva ao climax da música. A ‘Unnatural Selection’ é uma das melhores músicas dos Muse até ao momento.

 

O ritmo continua a não abrandar. A ‘MK Ultra’ é animada do início ao fim.  Esta música tem uns ares da ‘Thoughts of a Dying Atheist’, especialmente nos versos, mas a comparação não se prolonga mais. é rápida, fluída e incrivelmente contagiosa. A música fica connosco mesmo depois de já ter acabado. A MK Ultra é uma música rock fantástica que vai manter os mosh-fans de Muse contentes.   A ‘Unnatural Selection’ pode fazer alguma confusão à primeira escuta, mas depois de ouvir mais algumas vezes vão ver que será uma música a destacar deste álbum também a destacar.

Depois de tudo isto a "I belong to you" pode parecer a música mais fraca do álbum.  Uma vez que a música começa com uma introdução muito semelhante a uma música dos Maroon 5 , é uma música que se torna uma brilhante canção de amor. Uma canção de amor onde a palavra ‘Muse’ é usada brilhante e desavergonhadamente antes de ‘Mon Coeur S’ouvre A Ta Voix’ começar com o Matt Bellamy a cantar em francês e com um solo de clarinete, o que surpreendentemente resultou extremamente bem. Os Muse sempre tiveram momentos na sua música em que uma pessoa nao pode fazer nada a não ser sorrir (USoE e a e a insaniedade da Knights of Cydonia, para dizer dois nomes) mas isto é extremamente hilariante. O Francês é praticamente incompreensível e o clarinete tem um solo bem firme, mas por alguma razão  tudo se junta e soa bem! Esta música, ‘I Belong to You’ (Mon Coeur S’ouvre A Ta Voix) fez-me imaginal um carnaval perturbador na minha mente, e eu não entende bem porquê.

 

E então chegámos a isto. O final do "The Resistance". A tão aguardada "Exogenesis".  Uma música com treze minutos que aumenta e diminui,  desmaia e volta a acordar, até explodir e se transformar num completo monstro. Nada do que tenham ouvido anteriormente no álbum vos poderá preparar para a atmosfera criada pela música e pela viagem visual a que ela vos dá acesso. A música conjuga todos os tipos de imagens.

 

 

Tudo começa com a parte I "Overture".  Um parte é incrivelmente mal-humorada, escura , uma peça musical sinistra que cria na nossa mente imagens do género do apocalipse, mesmo enquanto alguém é um homem Armageddon ou a Terra se abre para engolir cidades inteiras. O deslize das cordas e o falsetto provenientes do Matt encaixam tão bem que podiam enganar alguém, fazemdo pensar que se tratava de um instrumento musical. Os piano liga as partes ‘Overture’ e ‘Cross Pollination’.  A segunda parte da Exogenesis está ainda mais zangada e capta o sentimento de desespero da humanidade (devido a ela própria) em pedir ajuda.  O Matt  canta "You must rescue us all’, um fundamento para um salvador desconhecido ou talvez um ultimato para todos os que mergulharam o planeta num caos.

 

 

Separados por uma breve pausa dramática vem o final dos finais. ‘Redemption’.  Uma peça  linda, de tirar o folgo que significa o fim do planeta Terra e o começo de algo verdadeiramente maravilhoso. ‘Let’s start over again’, canta o Matt com tanta convicção que era capaz de nos convencer que estavamos dentro de uma nave espacial a apertar os cintos para partir rumo a um futuro melhor.  A  sinfonia completa é muito comovente, quem não sentir nada ao ouvi-la certamente não tem alma. É incrivelmente bonita que eu não tenho vergonha de admitir, me deixou abalado.

 

Para ser honesto, seria preciso muito dinheiro para mim eu não ter dado este álbum que uma pontuação elevada mesmo antes de o ouvir. Mas nunca conseguiria prever o quão incrível, bonito, bombástico e fora do normal este álbum é. Os Muse conseguiram uma coisa fantástica, digo-o muito sinceramente. Lembra-me o "Origin Of Symmetry" de certa forma. Tem os mesmo significado de romper e criar algo novo, fresco e emocionante. O ‘The Resistance’ não é um ponto alto, é um renascimento."

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Depois de todo este review pormenorizado, James Murphy avaliou o novo álbum com 10/10!

 


Fonte: http://muse.mu/news/article/475/review-the-resistance--1

Traduzido e escrito por Inês Leal

 

publicado por muse.PT às 16:01
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