17 de Agosto de 2010

O Matt escreveu um pequeno artigo sobre os seus pensamentos sobre o Jimi Hendrix pra a NME.

 


Os sons futuristas do Hendrix inspiraram Matt Bellamy dos Muse a pegar numa guitarra e a criar as suas próprias paisagens musicais.

 

"A primeira vez que as guitarras me entusiasmaram mesmo foi quando eu tinha uns 12 anos. Na altura eu não gostava muito de música pesada, de todo. Estava mais dentro do estilo das coisas que o meu pai toca – tipo Dick Dale, Simom & Garfunkel.

 

Mas depois vi um vídeo do Jimi Hendrix a fazer a sua famosa actuação no Monterey Pop Festival. Mais do que as canções, o que mudou a minha vida foi a liberdade, a expressão que ele levou para a performance. Havia uma sensação de perigo selvagem e imprudente, finalizado quando ele desfez a guitarra no fim e a incendiou.

 

Depois disso eu comecei a tentar tocar guitarra acústica. Para mim, Hendrix não é necessariamente sobre melodias ou acordes, é sobre a energia que ele lhes dá, sobre a forma como toda a sua personalidade psicadélica, doida e ligeiramente drogada transparece na sua forma de tocar. Ele domina tão bem o seu instrumento que te esqueces que ele está sequer a tocar um instrumento.

 

Ele foi um pioneiro a usar o próprio estúdio como um instrumento – espremia sons estranhos até que o próprio ambiente se tornava uma extensão da sua própria criatividade. Nós chegamos a trabalhar nos Electric Ladyland Studios em parte do ‘Black Holes & Revelations’. O design do local é mesmo pouco comum: não o alteraram desde que o Hendrix o construiu, mas ainda parece muito futurista.

 

Não numa forma retro-futurista – faz-te mesmo pensar no futuro. É interessante porque quando as pessoas pensam em Hendrix, têm tendência a pensar em alguém bastante terra-a-terra e ‘bluesy’, não pensam muito em espaço sideral e 2001.

 

Ele foi um dos primeiros tipos a construir o seu próprio estúdio, em parte devido à conta do seu álbum anterior ter sido astronómica devido ao seu perfeccionismo intenso: ‘Gypsy Eyes’, por exemplo, foi regravada 43 vezes antes de ele descobrir o take certo.

 

Eu não me consigo identificar com esse tipo de perfeccionismo. Não consigo imaginar o tipo de sons impossíveis que ele teria sido capaz de espremer de um estúdio moderno. Acho que nunca saberemos." 


Fonte: supermassive-muse

Maria João Sousa - MusePT

publicado por muse.PT às 23:49
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