26 de Junho de 2010

O site britânico The List, cujo lema é anunciar eventos culturais que vão acontecer e dar aos seus leitores informações sobre os mesmos, acabou de publicar alguns motivos para assistir à apresentação dos Muse no T in the Park:

 


  1. Eles não tocam devagar, eles tocam de forma épica

    Enquanto os Snow Patrol e os Coldplay continuam a fazer música para chorar, os Muse têm evitado introspecções sombrias a favor de ostentar a sua magnificência. E os seus fãs amam-os por isso. Através de cinco álbuns onde aperfeiçoaram uma mistura muito popular de hyper-rock espaçado que é meio metal, meio ópera e todo o excesso do rock com guitarras a gritar – é como Slayer e Queen presos num ciclo para a eternidade.

  2. Matt Bellamy é um génio do mal

    Desde a formação da banda na sonolenta Teignmouth, em Devon, Matt Bellamy tem sido o arquitecto dessa insanidade, compondo todas as reflexões do Muse sobre o caos do universo e a proximidade do apocalipse. Há algumas acusações de que ele é meio desequilibrado.  “Isso está sempre a acontecer. Digo coisas como: ‘os alienígenas estão a chegar para nos apanhar desprevenidos,’ na brincadeira obviamente, mas fico retratado como uma espécie de deficiente mental,” ri ele. “É muito engraçado ler algumas dessas citações. ‘Eu disse mesmo isso?’”

  3. Não é tão pretensioso quanto decente

    O Black Holes and Revelations, de 2006, provou que dá para manter o esquisito e o pesado em equilíbrio. “Nós estávamos só a procurar uma maneira diferente de tocar pesadamente, sendo um bocadinho malucos – usando insanidade para sermos pesados ao invés da típica ideia de se ser pesado usando um riff elaborado,” explica o baterista Dominic Howard. “Tentando encontrar um novo tipo de som que te faz só ter vontade de partir quarto.” “Tanto fazemos um tipo de som conceituado como pretensioso, mas queremos equilibrá-lo fazendo um rock decente,” acrescenta Bellamy, “que não exige nenhum pensamento profundo [e faz] com que queiras rolar alucinadamente no chão.

  4. Eles estão em boa forma

    Esta pode ser a primeira vez que eles entram como atração principal no T (a última vez foi em 2004, como atração principal do NME Stage), mas eles também são atração principal do Glastonbury, pela segunda vez este ano, e já esgotaram as duas noites do Wembley Stadium em Setembro. Isto é, depois de terem apoiado os U2 na sua incomensurável tour 360º e ter sido atração principal no mais fino festival americano, o Coachella, em Abril. Dizer que eles sabem como se portar para a ocasião é só uma questão de entendimento.

     

     

  5. É a vida, Jim, mas não como a conhecemos

    Agora, num tema apocalíptico de ataque alienígena, a banda introduziu um grande objecto de ficção científica nas suas apresentações ao vivo. O seu atual OVNI é tão grande que bloqueou mesmo o sinal do satélite da MTV do festival alemão Rock am Ring deste ano. “Há uma regra que todo dinheiro que recebes para dar um concerto, volta para o concerto,” diz Bellamy. “E tu tentas e manténs isto de qualquer forma por teatros e arenas, até nos festivais. Temos que compensar de alguma maneira por sermos apenas um trio.”

     

     

  6. Eles sabem que a revolução está a chegar

    “Só porque és paranóico, não significa que eles não estejam atrás de ti”, cantou Kurt Cobain em “Territorial Pissing”, dos Nirvana. É uma lição que Matt Bellamy aprendeu bem. “Eu gosto da ideia de que as pessoas se vão levantar e criar uma revolução. É uma espécie de sonho que espero que venha a acontecer, caso contrário, vamos todos acabar num George Orwell, [sociedade] Big Brother, com as pessoas a serem tratadas como gado.”

    “Estava na Noruega no outro dia e estávamos numa fila à mais ou menos uma hora e apareceu alguém, fez um scan à retina e foi embora. E pensei ‘p*rra, isso já está a acontecer.’ Existem cartões de identidade na Itália que tem o seu histórico médico, e antes que te apercebas vamos ter cartões com o nosso histórico financeiro [neles], e as entrevistas de emprego serão apenas o roubo de um cartão. Acho que isso vai continuar nesta direção em que não podes mexer-te ou respirar ou fazer qualquer coisa de extraordinário sem ser carimbado. Eu gosto da ideia de pessoas a acordar para este facto e a tentar levar as coisas noutra direção.

     

     

     

  7. Eles são perturbados por fungos

    “Eu penso que o Origin of Symmetry [2001] foi uma das gravações que foi por água abaixo, principalmente porque era época de cogumelo na hora, e eles começaram a crescer em todos os campos à volta do estúdio, por isso houve um pequeno desvio,” diz Bellamy sobre a gravação de seu segundo álbum. Cogumelos não são as únicas forças naturais que os influenciam.

    “Depois de seis ou sete semanas de gravação do Black Holes and Revelations, a cabine foi arrombada e as coisas começaram a ir mais devagar,” lembra o baixista Chris Wolstenholme.

    “Todas noites uns três ou quatro morcegos voavam pela janela. Fiquei assustado da primeira vez que entraram, mas depois de quatro ou cinco dias tornaram-se surpreendentemente confortáveis. Tu estás a gravar e tens vários desses morcegos a circular. Eles tornaram-se nossos amigos.”

     

     

     

  8. Eles trazem sua própria comitiva de celebridades

    Por mais estranho que pareça, estão a ser espalhados boatos de Matt Bellamy estar a namorar com a atriz Kate Hudson, depois do par passar junto um fim de semana em Paris, em meados de junho. Não que a lista se preocupe muito com a confraternização no Showbiz, mas se queres sustentar a fama como uma boa rockstar, precisas mesmo de uma bela e talentosa atriz de Hollywood nos teus braços. Bellamy pode assinalar na sua lista rock’n'roll: gel de cabelo, voz alta, namorada famosa…

     

     

  9. Se o fim do mundo chegar, eles proporcionam a música de saída

    Quando guerras nucleares / a próxima era glacial / a ameaça do terrorismo global traz o mundo a seus pés, nós sabemos o que Obama terá no seu iPod. “Faixas como ‘Apocalypse Please’ (do Absolution) falam sobre o fanatismo religioso misturado com ações militares, causando o apocalipse,” explica Bellamy. “Há momentos de pânico quando acreditas que algo assim pode ser verdade, mas muitas vezes isso fica oprimido e é deixado de lado porque não é aceitável para a vida quotidiana. Quer dizer que não podes ir ao bar com os teus amigos, ‘m*rda - o mundo está prestes a acabar.’ As coisas que não acontecem na vida quotidiana, saem através da música.”

     

     

  10. “Knights of Cydonia”

    Acabamos com a faixa mais alucinante dos Muse, uma mistura de Ennio Morricone e hard rock sci-fi psicose. “É uma combinação de Matrix e um filme do Clint Eastwood, uma espécie de velho oeste e em Marte… com lasers e guerra intergaláctica,” diz Bellamy.

    “A primeira vez que ouvi o arranjo, estava no autocarro da tour nos Estados Unidos,” acrescenta Howard. “Nós estávamos no meio do Arizona. Ouvir a música e ver o deserto, liguei  imediatamente a vista e o som: um grupo de cavaleiros montados em cavalos, a atacar Marte”. Não digam que eles não tem imaginação.


Fonte: musebr.com

Maria João Sousa - MusePT

publicado por muse.PT às 00:44
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