24 de Junho de 2010

Entrevista publicada pelo The Times - 19/06/2010.

 

 

“Conhece os Muse – as estrelas do rock mais improváveis do mundo”

  

Como é que três rapazes excêntricos de Devon atacaram o mundo pop – e ganharam!

  

Por Craig McLean

  


 

A espreguiçar junto à piscina dum hotel Sunset Strip, está um turista britânico magricela e fracote, com uns maus calções vestidos. As feições de roedor farejam o ar de Los Angeles, sentindo o cheiro de comida. Os cabelos espetados, moldados pela ressaca e pela almofada, agitam-se com a brisa. Uma camisa da moda pendura-se nos seus ombros magros. 1,70m nas suas meias atoalhadas, invisível se ficar de lado,  este inglês branquinho nem se aproxima da água, ou do sol de LA.

 

Apresento-vos Matt Bellamy, anti-rock star. Cantor e compositor, pianista e guitarrista, que gostava de atirar o último para trás das costas. Entusiasta da ficção científica, teórico da conspiração. Um ex-pintor de 32 anos, ex-decorador (‘É’, confirma: ‘foi tudo uma preparação’) tão preocupado com a ameaça da destruição do planeta em toda a sua iminência que até armazenou uma provisão de dois anos de rações liofilizadas. Armazenou-as no porão da sua villa no Lago Como, na Itália.  George Clooney é seu vizinho.

 

A sua banda, os Muse, são os geeks que herdaram, se não a Terra, então, pelo menos, os corações, mentes e dinheiro dos bilhetes dos concertos da juventude do mundo. E, cada vez mais, o não tão jovem. Este mês, o trio de Devon, pequena cidade (Teignmouth, pop: 14.413) também reivindicará algumas centenas de acres de propriedade do festival de rock: eles lideram o Pyramid Stage na noite de sábado em Glastonbury. É um momento próspero para os velhos colegas de escola Bellamy, o baterista Dom Howard, 32, e o baixista Chris Wolstenholme, 31. Como é que os Muse, conhecidos pelos seus concertos espectaculares, se vão superar nesta ocasião especial?

 

Nós estamos a pensar arranjar uma orquestra, disse Bellamy.

 

É difícil imaginar este nerdzinho magricela a comandar a atenção de 100 mil pessoas num festival. Mas ponham-no em palco – acompanhado por lasers, torres, sinos, apitos e acrobatas ocasionais que ajudaram os Muse a tornarem-se uma das maiores bandas ao vivo de hoje – e Bellamy cresce. Dizem que a televisão dá mais 10 kg àqueles que aparecem à frente das câmaras. O palco dos Muse dá mais uns bons 60 cm, e uma aura de arrogância, ao seu líder. E agora que o Bono se aleijou e, como resultado, os U2 acabaram por sair do Festival, o líder do trio de rock pomposo – amplamente considerada como a maior banda britânica no planeta em 2010 – é o maior rock’n'roller no maior festival de verão.

 

Ao longo dos últimos anos, os Muse atiraram-se para o topo da Premier League do rock. The Resistance, o seu quinto álbum, vendeu 2,6 milhões de cópias, impulsionado pelo seu primeiro single Uprising. Gravaram uma canção para o próximo filme da saga Crepúsculo, fazendo uma sequência de aparições na banda sonora da elite de vampiros. Em 2007, foram a primeira banda a apresentar-se no novo estádio de Wembley. Os bilhetes esgotaram – duas vezes. Os Muse tocaram para 150 mil fãs – e alguns trapezistas em balões que tinham ancorado por cima do palco. Na opinião dos Muse, se vale a pena fazer um trabalho, vale a pena fazê-lo com um entusiasmo vertiginoso.

 

É, de certa forma, o mesmo com Bellamy e as suas tentativas de agir como uma estrela do rock nos bastidores. Mesmo quando ele se veste de uma maneira que ele imagina que é próprio de um ídolo pop milionário (o que ele é, para a base enorme de fãs apaixonados pelos Muse), ele não acerta completamente. Ele e os seus colegas foram a um bar em Los Angeles na noite passada e acabaram por encontrar Rod Stewart. Por pura coincidência infeliz, Bellamy tinha vestido exactamente a mesma roupa que a estrela de 65 anos de idade: risca de giz, um colete e um blazer cinza.

 

Ainda assim, é uma melhoria relativamente ao que ele usou durante a semana que passei com os Muse em Los Angeles, no festival de Coachella e, em seguida, Cidade do México: calças casuais aparentemente compradas na C & A algures no início dos anos oitenta. É, definitivamente, uma melhoria na roupa que ele teve que usar uma vez para os Q Awards, depois de se trancar fora de casa.

 

Uma camisa às flores, um par de calças de moletom vermelho Adidas e um chapéu prateado estranho. As minhas roupas civis de verão, relembra ele o traje que usou para receber um troféu da revista de música. Aquilo, na verdade, serviu para abrir o jogo. Eu não estou numa banda de rock. Sou apenas um miúdo patético com roupas engraçadas.

  

Se achas os Radiohead muito cool, os Coldplay certinhos demais e os U2 um pouco ultrapassados, então os Muse são a banda de estádio para ti. É como se os Queen se encontrassem com os Abba, absurdamente melódico e tão fora de moda que mesmo depois de anos com o status de underground ainda são fashion.

  

Tom Waits e ópera – dois dos meus favoritos ‘ao vivo’, onde o conjunto de design é simplesmente muito teatral e interessante.

 

Diz Bellamy, um homem que usa de óculos de plástico nos seus concertos. A outra motivação para gastar muito nas suas apresentações em palco:

 

Não quero que todos os espectáculos sejam iguais.

  

Depois de Glastonbury, os Muse farão outra grande tour mundial por vários estádios

 

Nós estamos a preparar uma grande pirâmide com uma espécie de olho no topo, onde serão mostradas imagens, e onde vamos tocar.

  

Bellamy também irá vestir um fato onde serão mostradas imagens. Ele será a primeira pessoa a usar um fato como assim.

 

A Lady Gaga queria um desses, mas nós agarramos-o primeiro.

 

Diz ele orgulhosamente. Mais alguma coisa?

  

Vai aparecer um OVNI e de dentro dele vai sair um alien, mesmo em cima do público, não estou a brincar.

  

Os Muse já se apresentaram em Glastonbury antes, em 2004, quando foram a atracção principal do evento. Mas até mesmo Wolstenholme admitiu que na época eles não tinham certeza se mereciam mesmo estar lá.

 

Nós não tínhamos certeza se estávamos mesmo prontos para isso, havia muita pressão sobre nós. ‘Isto tudo para quê? Quem é que eles pensam que são?’

  

E ainda há mais sobre a última apresentação dos Muse em Glastonbury: logo depois da banda se apresentar no Pyramid Stage, o pai do Dom teve um enfarte e morreu.

 

Foi de longe o pior dia da minha vida, diz o baterista do Muse. É um bocado estranho relembrar isso, a serio. O pessoal diz: ‘vocês vão tocar em Glastonbury, vai ser incrível, não é?’ E eu..’Bem, não sei, talvez aconteça alguma coisa ou eu nem goste tanto’.

  

Wolstenholme relembra

 

Foi uma montanha russa de emoções, vai ser muito estranho voltar lá, mas talvez precisemos associar tudo a uma boa memória. Até aquele momento, o concerto de Glastonbury tinha sido o nosso melhor concerto, e infelizmente nós não nos lembramos dele por esse motivo.

 

Este ano o Glastonbury será um momento familiar. A mãe e irmã do Dom estarão lá.

 

Será um momento de família, com certeza. Mas, sabes, a música é algo excelente para isso, para juntar as pessoas. Pode-se criar um grande sentimento positivo, a tocar e ao ouvir as nossas músicas. É a única razão para voltar lá: para tocar. Não sei se voltaria a tocar lá só por estar num grande festival, isso era estranho. Os tipo estão a planear sair o fim-de-semana todo, enquanto estivermos lá, mas não sei se eu consigo fazer isso. Mas estar lá, a tocar para milhares de fãs, é algo que me faria voltar lá várias vezes, e vou fazer isso.

  

Os Muse não tiveram um caminho convencional para o sucesso. Enquanto outras bandas faziam de tudo para conseguir fama e estarem sempre na ribalta, os Muse faziam o seu som à sua própria maneira e estilo, fugindo do mesmo. Falharam em conseguir reconhecimento na indústria mainstream, então gravaram o seu primeiro EP pela Cornish Records, só então conseguiram assinar um contrato, que foi com uma pequena gravadora.

 

Nos círculos de música, eram ridicularizados por fazer músicas esquisitas, com títulos esdrúxulos como Space Dementia e Apocalypse Please. Eles eram uma cópia pálida do Thom Yorke. Eles eram o prog-rock dos internautas e tiveram solos de órgão escandalosos para o provar.  Se gostavas de Muse, também jogavas World of Warcraft e provavelmente tiravas espinhas da cara na escola. Se gostavas de Muse não eras “cool”. Bellamy, Howard e Wolstenholme sabiam disso. Eles não queriam saber. Na verdade, eles estavam praticamente orgulhosos de serem ‘fora de moda’ e serem capazes de andar pelas ruas sem serem reconhecidos. Mas… porque é que os Muse eram assim tão uncool?

 

A nossa música era muito esquisita, diz Howard, com um encolher de ombros. Um monte de bandas já vem com o pacote completo: um grande primeiro álbum, boas canções, um bom look e a atitude certa – eles têm tudo. Considerando que éramos crianças – de Devon! – que não conhecia nada melhor. Estávamos a começar a aprender, passo a passo, a toda a hora. Não éramos aquela ‘banda nova espectacular’. Então  estivemos sempre à margem. Ainda é assim.

  

Assim, como a saborear a sua posição contrária, os Muse também abraçam o seu ocasional exagero. Pergunta a Bellamy se o verão de 2010 é um momento de ouro na vida desta banda de rock, e ele responde:

 

Bem, sempre foi meio…normal.

 

Os nomes das bandas dos tempos de escola em que os três membros dos Muse, tocaram, separadamente – Gothic Plague, Carnage Mayhem, Fixed Penalty – não revelavam grandeza futura. Mas, em 1994, Bellamy, Howard e Wolstenholme juntaram-se. Eles formaram os Rocket Baby Dolls e o amanhã pertencia-lhes. Só que não foi bem assim. Os Rocket Baby Dolls rapidamente, sensatamente, mudaram de nome para Muse. O trio decidiu renunciar a vagas na Universidade para construir em Teignmouth a sua base de seguidores.

 

Então, os nossos amigos mandaram-se para a Universidade e não tínhamos os fãs, lembra Howard. Nós tivemos que começar do zero. Demos tantos concertos quanto possível nas redondezas. Fizemos isso durante cinco anos.

  

Eles tiveram que trabalhar duro. Bellamy ressalta:

 

Nós todos viemos do nada. As pessoas não pensam nisso quando olham para nós. Provavelmente acham que somos meninos de universidade ou meninos de classe média. Mas todos os nossos pais são da classe trabalhadora do norte.

 

A mãe e o pai de Bellamy divorciaram-se quando ele tinha ’12 ou 13′, e ele tem um irmão em Leeds e uma irmã em Sheffield.

 

Eu sei que nossas origens são um pouco mais humildes do que as pessoas provavelmente imaginam quando nos vêem, continua ele, especialmente quando eles nos vêem no palco e a forma como nos vestimos e todas as parvoíces que dizemos. Mas nós temos o tipo de origem que significa que passaríamos por tempos difíceis mais facilmente do que as outras pessoas.

  

Os Muse forjaram uma reputação de ‘banda ao vivo‘ desde o início. Bellamy abriu mão de sua carreira pós-escola como pintor e decorador e abandonou seu sonho de voar em paramotores, com os quais ele pretendia tornar-se um ‘cameraman radical’, e filmar espectáculos e eventos desportivos. Em vez disso, a banda era tudo. E ainda é. Os Muse são ferozes protectores da sua marca. Quando a Céline Dion chamou ao seu show em Las Vegas ‘Muse’, a banda processou-a e ganhou.

 

Para Wolstenholme, este estilo de vida que a-tudo-consome ia cobrar seu preço. Em parte, isso deveu-se ao facto da sua mulher ficar grávida do seu primeiro filho exactamente quando os Muse assinaram um contrato de gravação no final de 1998. Como eles não eram a última banda cool de Manchester ou Londres, não podiam confiar na imprensa favorável ou cobertura de rádio,

 

A nossa administração e nossa gravadora tinham simplesmente que fazer tudo. Não tens controlo sobre o que queres fazer. E eles não querem saber do nosso descanso, ou da nossa família. Eles só estão preocupados em ganhar o máximo de dinheiro possível.

 

Para piorar, Wolstenholme tornou-se um furioso alcoólico. Ele revela-me isso espontaneamente, no fim da nossa primeira entrevista, no opulento hotel da banda em Desert Springs, a poucos quilômetros do local do Festival Coachella.

 

Eu estava pior em tour nos primeiros dias. Mas em casa chegou a um ponto em que percebi que não tinha que ficar sóbrio, porque não tinha um concerto para dar. Então isso era uma desculpa para estar sempre a beber. Eu acordava de manhã e enchia metade de um copo com uma bebida alcoólica qualquer que tivesse em casa e depois misturava com sumo de fruta para ninguém saber o que estava a beber, confessa.   A este ‘café-da-manhã’ seguiam-se outras 10 a 15 doses durante o dia, mesmo quando estava em casa. Então, à noite ia para o vinho: duas garrafas de vinho. Então normalmente acabava o dia como tinha começado: enchia o copo, levava-o para o quarto e bebia a metade, então tinha sempre alguma coisa ao lado da cama para mim de  manhã, ri-se, nervosamente.

 

Wolstenholme repete esta história da profundidade do seu vício, quase palavra por palavra, quando falamos de novo nos bastidores, no estádio Foro Sol na Cidade do México. A sua vontade de dizer a todos é uma marca da franca amabilidade do tatuado e robusto baixista (ele é uns bons centímetros mais alto que o compacto Bellamy e Howard), e de como os Muse mal dão entrevistas nos dias de hoje; eles não precisam, e sua super empresa de gestão nos EUA, Q Prime (que também cuida de Red Hot Chili Peppers e Metallica), forma uma falange ridiculamente protectora em torno deles. Após oito meses em turné, ele pode estar a morrer de vontade de falar sobre qualquer outra coisa. E, suspeito eu, a conversa de Wolstenholme é também um aspecto do doloroso processo de reabilitação que se iniciou no meio da elaboração do The Resistance.

 

Eu estava muito mal. Mas um dia percebi: o meu pai morreu quando ele tinha 40 por causa do alcoolismo. E eu estava a ir pelo mesmo caminho. Estava tão mal que me pergunto como estou vivo agora. O terapeuta de Wolstenholme disse-lhe que o alcoolismo foi a minha maneira de lidar com qualquer tipo de negatividade na minha vida. Enquanto ele passava pela desintoxicação, Passei uma boa semana sem dormir, agitado, com sensação de que ia desmaiar. Foi horrível. Mas, felizmente, tinha cinco meses antes de sair em turné, para tirar tudo aquilo do meu sistema. Eu senti como se estivesse realmente conseguindo, continua Wolstenholme, segurando um café gelado (Minha nova droga), as unhas roídas até o talo. Então começamos a dar concertos e foi como começar tudo de novo. Eu tinha que ter o mini-bar do meu quarto limpo. Eu tenho o meu próprio autocarro para não ter que ficar por perto [da banda]. Eu não quero ser um desses desmancha-prazeres. É um problema meu, não é justo arrastar toda a gente comigo.

 

Ele diz que ainda é difícil.

 

Há um monte de festas em tour. Sentes-te um pouco deixado de fora às vezes. Mas não te podes deixar levar. Tens que pensar nas coisas mais importantes da vida, como tua família, os teus filhos.

 

Certamente, Bellamy não abrandou seu lado festeiro. Quando falo com ele na Cidade do México, ele está a enfrentar uma ressaca violenta. Depois de dormir três horas, está-se esconder atrás dos óculos de sol caros e, apesar das sete semanas em tour nos Estados Unidos e três dias no México, está mais pálido que o normal. Na noite passada divertiu 55.000 mexicanos histéricos com um desempenho baroque’n'roll épico. Acalmou-se a beber com o pessoal da tour até as 08:00h.

 

Durante nossa segunda entrevista, no Coachella, Bellamy tinha falado sobre os livros que tinham ‘escoado’ para as composições do The Resistance, tais como Blood Meridian de Cormac McCarthy, que, ele diz:

 

Foca diretamente o lado negro da guerra. Assim, há um certo espírito de luta, acho eu, nas músicas como a Uprising. Tive um interesse subtil pela guerra através da minha família.

 

Quando pergunto o que ele quer dizer com isso, ele explica que seu tio e seu pai estavam na Marinha Real, e que um outro tio era um ‘gajo muito militar’.

 

Ele foi baleado pelo IRA na Irlanda do Norte.

 

David Bellamy, subtenente do Regimento de Duke of Wellington, foi morto do lado de fora de uma estação RUC em West Belfast, em Outubro de 1979.

 

Foi uma coisa muito grande na época, diz o sobrinho, que estava então com 16 meses de idade e que ainda não falou muito sobre o assunto. Pelo que eu sei, ele estava a trabalhar disfarçado, e mais tarde foi revelado que estava no SAS. Ele foi baleado 80 vezes. Foi uma declaração.

 

Bellamy fez suas próprias investigações sobre o tiroteio.

 

Conheço pessoas dentro do caso que me deram algumas informações.

 

Contrariamente aos relatórios oficiais, ele não acha que o IRA foi o responsável.

 

É definitivamente algo que teve influência sobre mim. Foi o que fez com que eu me interessasse com coisas como ‘operação bandeira-falsa’ [manobras de operações secretas destinadas a aparecer como se fossem realizadas por outros]. O que acontece chocaria a maioria das pessoas. O que Jack Nicholson diz em A Few Good Men – ‘Não podes lidar com a verdade’ - é verdade. Os militares são capazes de levar o seu próprio povo, se quiserem. É difícil evitar pensar nisso.

 

Depois do México, a equipe da tour dos Muse – que agora conta com 80 pessoas, mas para a próxima edição de shows em estádios sobe para 165 e tem em seu âmago uma ‘família’ de colaboradores conhecidos de longa data de Devon – está a dispersar para uma folga de duas semanas. Eles então vão reagrupar-se para os Festivais e espectáculos em estádios da tour mundial de 16 meses do The Resistance. Devido à nuvem de cinzas vulcânicas, Wolstenholme pode ter que voltar a sua esposa e filhos em Devon através de um voo para Madrid e apanhar boleia no autocarro do tenista Greg Rusedski. Howard vive no sul da França, mas pode ir para Los Angeles. Bellamy também  planeja uma estadia em LA. Ele está a procura de imóveis, incluindo a antiga mansão de Christina Aguilera.

 

Estou a pensar fazer um período de seis meses de loucuras em Los Angeles. Parece que é a hora certa de perder a cabeça e me envergonhar, disse Bellamy. Vou alugar uma casa ao estilo Entourage e enlouquecer. Depois, voltar a Londres e escrever um álbum brilhante.

 

Mas, esta semana, as suas férias estão em stand by.

 

Surgiu a oportunidade de ir a Nova York. Lá, ele pretende curtir,  relaxar e investigar novas possibilidades.

 

Será esta uma referência nada subtil a actriz Kate Hudson? Na noite de domingo no Coachella sentei-me atrás do Bellamy e vi-o com uma loira misteriosa trocando cumprimentos com Jay-Z e Beyoncé, e então eles viram juntos os Gorillaz a fechar o festival. Ao falar comigo depois, ele ofereceu a informação de que era a Hudson, com um sorriso. Então ele, Kate, New York? “Ha ha!”, Responde ele, a tentar – e a falhar – deixar o assunto esquecido.

 

Sim, ela mandou o avião dela vir-me buscar, acrescenta ele, brincando. Ela ordenou-me: ‘Anda aqui. Anda para cá’, continua ele, acho que já sem estar a brincar.

 

Ele e Hudson conheceram-se à anos atrás na Austrália ‘e nós dois estávamos em relacionamentos. A actriz estava com seu agora ex-marido, Chris Robinson, vocalista do Black Crowes. Bellamy estava com sua agora ex-namorada, uma psicóloga com quem saiu durante sete anos até se separarem Setembro passado.

 

Mas desta vez nós encontramo-nos, Bellamy sorri radiante, e não estávamos.

 

Desconfio que ele está a piscar o olho sob os óculos.

 

Os Muse serão a atracção principal do Festival de Glastonbury sábado, 26 de junho.

 


Fonte: musebr.com

Maria João Sousa - MusePT

publicado por muse.PT às 00:53
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